Plantas que perderam o Poder e as que não degeneraram

09:49 Escola Flor da Vida 0 Comments


Por que uma planta perde seu Poder? — Porque perde seu rito, ou seja, sua tradição, o seu canto original. No uso diário indiscriminado, em que o corpo assimila e resiste ao seu efeito transcendental, passando a alterar somente o humor e a sua disposição geral.
Desgasta-se, perdendo o Poder transcendental ao ser domesticada e misturada com outras coisas, tornando-se saborosa ao paladar. Como o Café, que atualmente pode ser ingerido em grande quantidade causando, no máximo, insônia e excitação.
O Tabaco e o Chá mate perderam também sua força. Quando estive em Cuba pude ver a imagem símbolo dos nativos que cultivavam o tabaco e foram exterminados. Depois disso a humanidade passou a ser escrava de algo a princípio sagrado, que tornou-se um vício mortal, preço pago pela violação, como a coca nos Andes e o açúcar. O mesmo ocorreu com as folhas de Louro, tão populares nos Templos de Apolo, usadas pelas Pitonisas. O último a usá-las adequadamente foi Nostradamus. Hoje em dia são utilizadas apenas como condimento nas cozinhas de todo o mundo, assim como a casca da Noz Moscada. Quem sabia como usar e invocar o seu Poder, presente nos idos de 1500, eram os nativos, naturalmente.
Na mesma época, os Alquimistas, animados com os progressos que alcançaram, criaram o Álcool Destilado, na busca de achar algo mágico. Da mesma forma como hoje os cientistas estão atrás de criarem artificialmente algo transcendental e acabaram criando os grãos transgênicos, que não se reproduzem como os grãos naturais.

AS PLANTAS QUE NÃO DEGENERARAM
As plantas de Poder que não degeneraram (não são muitas) diferem em muito dos alucinógenos criados pelos laboratórios químicos existentes no mundo urbano, por várias razões. A principal delas é o rito, a presença dele, a forma como é feito, eliminando qualquer prejuízo a quem delas se serve corretamente — é o que determina ou não o sagrado e os ensinamentos provenientes de seu autocontrolado uso, mesmo por nativos na selva, sendo que nem todos eles podem tomar. Em algumas tribos somente o pajé; em outras ele e os seus amigos, e nas mais liberais somente os homens. O xamanismo inovou no sistema urbano ao permitir a presença das mulheres.
Mesmo que um princípio ativo de uma planta esteja contido num produto químico, ele poderá agir quase igual a planta, mas não fará o mesmo efeito, pelo simples fato que TRANSE e ALUCINAÇÃO são coisas diferentes. O primeiro traz informações verdadeiras e úteis; o segundo apenas mostra imagens e sons fora de sintonia com a realidade, criados pela imaginação.
Alguns antibióticos produzem alucinações (o princípio ativo presente às vezes é semelhante ao da planta, mas no caso dos remédios são misturados com outros componentes químicos no mesmo preparado, mudando tudo. Por isso os chamamos de drogas, mesmo que necessárias, drogas de drogaria de farmácia). É o caso dos anabolisantes, que criam dependência; sedativos e estimulantes — são DROGAS quando misturadas com álcool, tornando-se fonte de dor e sofrimento para muitas pessoas.
Poucos cientistas e pesquisadores hoje em dia conhecem os segredos das Plantas de Poder. Seus cantos, sons e gestos, parecem funcionar como chaves para abrir os PORTAIS da mente, quando esta se encontra em estado Alfa. Estamos aprendendo o que fazer com elas, coletando dados de observadores dedicados e capazes de fazer uma análise objetiva. Muitas informações deverão ser trocadas por mais uns 10 anos, e não podemos prescindir das informação do xamã.
Tratando-se de plantas especiais, pois operam num nível mais sutil da natureza, o cuidado do nativo é redobrado; colhendo e preparando de maneira especial, como os produtos Homeopáticos e os Florais de Bach. Lembro-me que meu bisavô receitava Homeopatia no princípio do século passado e era chamado de “médico espírita”. O que já não acontece hoje em dia, quando tanto a Homeopatia como a Psicologia e a Acupuntura são reconhecidas como Ciência.
A energia das Plantas de Poder, de forma geral, tem a capacidade de expelir do corpo humano substâncias estranhas a ele. Entendendo como estranha qualquer entidade ou energia que não faça parte do universo natural do corpo humano.
A natureza das Plantas de Poder é essencialmente transformadora, agindo de forma tríplice. Assim é no plano material, imaterial — astral, etéreo — fluído, invisível; ensinando a regeneração do ser humano no plano espiritual, fortalecendo a vontade, e enobrecendo todas as faculdades anímicas. Tão úteis e necessárias como as Plantas de Poder Alimentar, capazes de transformar em horas a química do corpo.
Há muito pouco tempo a política de pesquisa no Brasil vem se desenvolvendo, dando atenção à sua reserva florestal como um BEM, que o nativo vê como VALOR (temos de nos orgulhar por eles terem preservado este conhecimento...) para nós. Isso sem falar das plantas que crescem no fundo das cavernas, dos rios e dos mares. Muito ainda teremos que APRENDER em como nos relacionarmos com PODEROSO REINO VEGETAL.
Ficheiro:Aya-preparation.jpgO xamanismo de Planta de Poder espiritual é muito variado, sendo impossível enumerá-lo.O dado mais importante é o que se refere à linguagem cantada, e à língua em que é cantada.
Vamos nos deter apenas na AYAHUASKA, que é a planta MESTRA de todas as plantas da Floresta Amazônica (apesar de existir outra, mas que ainda permanece secreta, e acredito ficar assim por mais tempo do que imaginamos pensar).
PLANTA MESTRA é a que tem o Poder de revelar (contar, falar, comunicar) ao xamã como agem outras plantas quando misturadas a ela. Justifica-se este respeito uma vez que a selva é cheia de mil plantas venenosas e é a Ayahuaska que faz o papel do laboratório de análise avançada, ajudando a distinguir as plantas de cura e as comestíveis, daquelas mortais.
Daí vem o hábito (assimilado pelo caboclo ao ver o xamã misturar plantas no chá da Ayahuaska), de fazer o mesmo. Mas os caboclos não sabiam, como a maioria continua não sabendo, que essa ação consiste apenas num teste, não sendo uma norma para todos e nem uma prática usual...
Ana Vitória Vieira Monteiro..

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