Vivendo de Luz

16:52 Escola Flor da Vida 0 Comments




Uma pessoa só consegue sobreviver sem comer alimentos sólidos por cerca de 40 dias. E não vive mais de três dias sem beber água.
(Conhecimento científico estabelecido)
Rio Pomba, Minas Gerais: Uma senhora passa 65 anos praticamente sem se alimentar, e vive até os 85.

Bara, Nepal: Um garoto medita embaixo de uma árvore por 8 meses sem comer ou beber (e continua lá!)

Londres, Inglaterra: O mágico David Blaine passa 44 dias dentro de uma caixa de vidro, apenas ingerindo líquidos.

Caxemira, Paquistão: Uma mulher de 40 anos sobrevive por 2 meses embaixos dos escombros, após o terremoto que atingiu o país.

Essas aparentes "aberrações" da natureza podem ser mais comuns do que se imagina. A brasileira Evelyn Torrence, 39 anos, e seu marido, o americano Steve, 36, revelam que há dois anos são adeptos da não-alimentação e passam muito bem, obrigado.

Eles bebem água, e quando comem o fazem pouco e por prazer, não necessitando realmente. Mas, segundo algumas pessoas do fórum Vivendo da Luz, dirigido por Evelyn, até mesmo a água é dispensável, "pois o nosso corpo no jejum total fabrica a água necessária, no ciclo de Krebs".

(Não sei se isso procede, mas não endosso de forma alguma que alguém tente ficar sem comer ou beber sem acompanhamento médico constante. É sabido que a diminuição de ingestão de água causa a formação de pedra nos rins e a atrofia do órgão, que pode acarretar a necessidade de se fazer constantes hemodiálises para filtrar o sangue.)

Segundo Evelyn, a não-alimentação exige muitas mudanças e 3 desafios:

a- Não morrer por ter parado de comer
b- Desligar o sistema digestivo 
c- Ligar a glândula pituitária.

Isso se dá através do processo de desintoxicação alimentar. "É difícil você largar do vício da fome, mas é possível. Tem que estar determinada e, é claro, ter controle sobre a sua vontade."

Na realidade, não é que eles não se alimentam de nada: a "comida" deles é o Prana, a energia universal que é obtida a partir da respiração e da absorção da luz solar. Algo como a fotossíntese realizada pelas plantas que, no caso dos humanos, seria feita pelas glândulas pineal e hipófise. Uma das maiores autoridades desse assunto é a escritora australiana Jasmuheen, de 47 anos, que parou de comer em 1993 e escreveu o livro "Viver de Luz" e já esteve no Brasil várias vezes dando entrevistas e palestras. Jasmuheen, depois de pesquisar e estudar a influência dos alimentos na vida humana, recebeu a autorização espiritual para ensinar às pessoas mais conscientes como se reconectar com seu Eu Superior através de uma reprogramação física, energética, mental e espiritual.

Foi ela que elaborou o processo de reprogramação alimentar, dividido em 3 grupos de sete dias, totalizando um programa de 21 dias, que começa com a decisão interna de parar de comer. Essa decisão pode ser tomada de diversas e diferentes maneiras: Ir parando aos poucos; Aplicando jejuns alternados; Entrando numa dieta à base de frutas; Parando completamente a alimentação com uma data marcada. Entretanto, o Dr. Regis Barbier afirma: "Tornar as glândulas pituitária e pineal capazes de absorver a energia solar e nutrir o corpo significa realizar uma transmutação biológica. Isso nunca foi feito por cientistas. E se isso for possível a um ser humano, não acredito que alguém o faça em apenas 21 dias". Segundo ele, "Seria necessário um processo alquímico capaz de transformar fótons em proteínas e açúcares".

Evelyn enfatiza, em seu site: "Esse processo não é e nem pode ser considerado como uma nova dieta de emagrecimento. Essa nunca foi a proposta do trabalho, que visa única e exclusivamente a desintoxicação orgânica humana e re-conexão interna com o Eu Superior... Para se tomar a decisão de parar de alimentar-se de elementos sólidos, é preciso muita consciência e visão, para que o processo possa ser realizado com absoluto êxito".

Entretanto, os médicos e nutricionistas ficam horrorizados com essa teoria da não-alimentação. Para a endocrinologista Geísa Macedo, que chefia o ambulatório de Diabetes do Hospital Agamenon Magalhães, a hipótese da alimentação solar não só é absurda como é impossível alguém sobreviver por 40 dias sem comida:
"Sem o alimento, o corpo começa a buscar energia internamente, através da queima das reservas de proteínas e de gorduras, chegando a ponto de causar perda de musculatura", explica. Em outras palavras: a pessoa passa a devorar a si mesma. "E também não é possível ativar nenhuma glândula. Se alguém muda seu ritmo de vida, passando a ter mais tranqüilidade no dia-a-dia, certamente vai influenciar seu sistema neuroendócrino a ponto de fazê-lo funcionar melhor. Mas isso está longe de ser uma mudança na função glandular", completa. Quanto às influências do Sol sobre o organismo, a médica explica que ele ativa a produção de vitamina D através da pele e ajuda a desencadear a puberdade, mas não tem qualquer atuação sobre a nutrição. "Acho que o único lado positivo de toda essa divulgação na mídia é conscientizar as pessoas sobre os males do consumo excessivo de comida. O resto deve ser visto com muita cautela", alerta ela. Outros dão parecer semelhante, como o Dr. João Curvo, Médico, Nutrólogo e Graduado em Medicina Chinesa, e a Dra. Elvira Cozzolino, Diretora Técnica da Associação de Nutrição do Estado do RJ. Infelizmente a maioria incorre no mal do "é impossível". Como dizia o velho Ein, "Algo só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário. A maioria de nós prefere olhar para fora, e não para dentro de si mesmo". O parecer mais sensato foi o da Dra. Anna Helena Castelleti, Médica Homeopata e estudiosa de Psicologia da Saúde, Medicina Oriental e Medicina Holística, já que ela não exclui o fato de que HÁ SIM pessoas que não se alimentam (mas ingerem líquido) e são saudáveis.

O primeiro teste científico destinado à comprovação da não-alimentação foi feito na Índia, com o engenheiro mecânico Hira Ratan Manek, 64 anos, que está há mais de 7 anos sem comer. Um dos médicos do Health Care International Multitherapy Institute, que monitorou a saúde de Manek, Sudhir Shah, acredita que se trata de um caso crônico de síndrome de adaptação, onde o corpo reduz naturalmente a necessidade alimentar depois de 16-17 dias de jejum, por conta da redução do sistema receptor. Ele, entretanto, não descarta a possibilidade de ter algo a ver com a mecânica cerebral responsável pelas atividades parafísicas. Os exames têm comprovado que todas as partes do cérebro de Manek, incluindo o hipotálamo, a glândula pituitária e a medula oblongada mostraram sinais de mudança durante seu jejum prolongado.

O processo de ativação da pituitária se dá, de acordo com Manek, olhando diretamente para o sol todas as manhãs por alguns segundos. Aos poucos vai-se aumentando para minutos, até atingir o tempo de 30 a 55 minutos. "Se você fizer isso gradualmente, seus olhos não serão afetados e estará ajudando a carregar seu cérebro com a energia solar que entra por sua pupila". O portal dos olhos é o caminho mais direto na ativação das glândulas cerebrais.

Manek acrescenta que, quando a pessoa consegue atingir o tempo de 15 minutos olhando para o sol, o desejo por comida já terá praticamente desaparecido. De 30 a 35 minutos, o cérebro humano já começa a desenvolver a capacidade de estocar energia solar na glândula pineal. "Tudo o que você precisa é de uma caminhada pela manhã cedo de 40-45 minutos, olhando para o sol todas os dias para você ficar carregado para o resto do dia."

OBS: O Saindo da Matrix NÃO ENDOSSA DE FORMA ALGUMA o hábito de olhar diretamente para o sol, nem mesmo por 1 minuto, pois pode causar danos irreparáveis na retina. Galileu Galilei ficou cego de tanto olhar para o sol com o telescópio, e que eu saiba ele comia normalmente. Mas acredito sim que o método funcione com base em algo que os raios solares contenham, só que eu prefiro que a ciência (um dia) encontre um método mais seguro para a retina (óculos especiais, etc). Essas pessoas do artigo acima são pioneiras, são como os grandes navegadores do passado, singrando mares perigosos em busca de novos continentes, na base da tentativa e erro. E os erros acontecem, como foi o caso de pelo menos uma pessoa que morreu durante o jejum de 21 dias (segundo a página, "isso aconteceu porque no 4º dia sem líquidos essa mulher decidiu escalar uma montanha alta e fria sozinha"). O meu propósito aqui não é incentivar as pessoas a parar de comer, e sim analisar os mecanismos do corpo que nos são desconhecidos (e não muito bem vistos) pela ciência, então por isso estarei tratando nos próximos posts da parte física (pineal) e metafísica (perispírito) da coisa. Até a próxima!

Referência: Artigo do Pr. João Flávio Martinez;

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