Ísis a Deusa Virgem - Mãe

12:20 Escola Flor da Vida 0 Comments



Ísis, a natureza personificada. Em egípcio e copta, Uasi, reflexo feminino de Uasar ou Osíris. É a “mulher vestida de sol”.
Filha e mãe de Osíris. É a Mãe ou matriz da Terra. É também a Deusa que dá vida e saúde.
Ísis é uma Deusa lunar por estar relacionada ao nosso satélite, devido aos mistérios lunares e por certas considerações a respeito da fisiologia e natureza da mulher, tanto física como psiquicamente.

A Ísis eram consagrados a íbis e o gato.
Como Deusa lunar, era frequentemente representada com a cabeça de tal ave, visto que a íbis branco e preto era uma imagem da lua que é branca e brilhante do lado iluminado pelo sol, e negra e obscura do lado oposto.
O gato é outro dos símbolos lunares.
O ovo era igualmente consagrado a Ísis, porque simboliza a origem da vida.

Ísis é quase sempre representada com um lótus em uma das mãos, e na outra um círculo e uma Cruz Ansata. Como Deusa de mistério, é representada geralmente com o rosto coberto por um véu impenetrável (O Véu de Ísis) e no frontispício de seu templo em Sais viam-se escritas as seguintes palavras:

“Sou tudo o que foi, é e será, e nenhum mortal jamais retirou o véu que oculta minha divindade aos olhos humanos”.

Contudo, há pouco tempo já se levantou uma ponta deste véu.
Plutarco escreveu: “... devemos ouvir as histórias e fábulas e aceitá-las de quem as interpreta, com espírito reverente e filosófico”.

O grego Platão testemunhou sobre esses Mistérios, assim:

“Em consequência dessa divina iniciação, convertemo-nos em espectadores de benditas visões singulares, inerentes à Luz pura, e nós mesmos nos purificamos e nos libertamos da roupagem que chamamos corpo, ao qual estamos agora ligados como uma ostra à sua concha”.


Na tradição egípcia, “aquele que conhece o Nome tem o Poder”. Por isso também Ela, Ísis, merece o cognome de Poderosa.
 
Tanto a religião como a magia egípcia tornaram-se inconcebíveis para o homem moderno quando ele perdeu a capacidade de pensar em termos simbólicos, de estabelecer verdades em uma linguagem análoga.

No Papyrus de Turin constatamos ser esta deusa a Mediadora entre o celestial e o terreno. Dela foi dito: “Aquela que amou os deuses: aquela que melhor amou o reino dos espíritos”. Ocupava um lugar intermediário, na teologia egípcia, tal como a própria terra de Khem, à época: ponte entre o passado primordial e o futuro secular e materialista, entre o sagrado e o profano.

São palavras atribuídas à Deusa Ísis:


“Revelei à humanidade iniciações místicas. Ensinei a
      reverência pelos deuses, estabeleci os templos”


Todas as experiências dos Mistérios, em linhas gerais, convertiam-se em duas vertentes, que formavam a essência das revelações recebidas: naqueles chamados de Mistérios Menores, ou Mistérios de Ísis, os candidatos conheciam a alma humana e resolviam o mistério da morte.

Nos graus mais adiantados, os Mistérios Maiores, ou Menores de Osíris, conheciam a Alma Divina:

“Eram levados à comunhão pessoal com o Criador”.

Revelava-se-lhes, então, a autêntica historia da Atlântida, intimamente ligada À Queda do homem.

Ísis, a contraparte, o complemento de Osíris, encarna o princípio feminino.

Através dos seus tratados médicos, fica evidenciado o conhecimento que os egípcios tinham de que os vasos sanguíneos nascem do coração, espalhando-se para todos os membros. Daí, para eles, o coração ser o órgão do pensamento, a “sede da mente”. O órgão onde se inscrevem carmicamente as ações dos indivíduos. Para esse povo antigo, era o coração que falava contra as pessoas no Juízo – que é o julgamento de cada um. Portanto, o órgão do Amor, por excelência.

Irmã e esposa de Osíris, irmã de Set, irmã gêmea de Nephtys, mãe de Hórus e deusa protetora de Anset. Foi responsável por proteger Hórus de Set durante sua infância, por ajudar o marido a reviver e assisti-lo no governo da Terra dos Mortos.

Talvez a mais importante deusa de toda a mitologia egípcia, assumiu os atributos e funções de virtualmente todas as outras deusas maiores do país: as mais cultuadas eram aquelas da maternidade, devoção marital, cura, feitiços e encantamentos.

Considerada a mais poderosa magista do universo, aprendeu o Nome Secreto de Ra da própria divindade. Seu culto parece ter sido originalmente concentrado em Abydos, próximo ao Delta do Nilo, mas após ser admitida na família de Ra pelos sacerdotes de Heliópolis a partir do Novo Reinado, tornou-se cultuada em todo o Egito, assim como seu esposo.

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