Ciência e Espiritualidade

09:43 Escola Flor da Vida 0 Comments


Os experimentos científicos referidos no inicio desta última resposta foram realizados na Universidade de Princeton, Estados Unidos, e liderados pelo doutor Lijun Wang, pesquisador e professor de Princeton. Ele emitiu um raio de luz na direção de uma câmara preenchida com gás césio, especialmente tratado. Antes que a luz tivesse entrado completamente na câmara, ela já havia cruzado todo o seu destino e viajado ainda por cerca de 18 metros dentro do laboratório. Ou seja, a luz passou a existir em dois lugares ao mesmo tempo: um feixe caminhando para a câmara, enquanto uma parte dele, acelerado, já havia percorrido toda a câmara e saído dela. Um fenômeno absolutamente incompreensível para nós, porém cientificamente comprovado e várias vezes testado.
            Como não poderia deixar de ser, o experimento já está provocando controvérsias entre os físicos de partículas. O que mais os incomoda é que, se a luz realmente puder viajar à frente no tempo, ela poderá transportar informação. Caso isso se confirme, estará quebrado um dos pilares mais básicos da Física cartesiana: a da causalidade, que diz que a causa sempre tem de vir antes do efeito. A própria Teoria da Relatividade de Einstein também terá de ser revista, pois ela depende em grande parte do conceito de que a velocidade da luz é o limite do Universo e não pode ser superada. O doutor Wang confirma: "Nosso pulso luminoso realmente viaja mais rápido que a velocidade da luz. Espero que isso nos proporcione um melhor entendimento da natureza da luz e de como ela se comporta." Essa experiência fascinante impressiona os físicos. Em entrevista ao jornal Sunday Times, o físico Raymond Chiao, professor de física na Universidade da Califórnia, Berkeley, que conhece bem o trabalho do doutor Wang, disse estar impressionado com as descobertas: "uma experiência fascinante" disse ele.
            Na Itália, outro grupo de físicos do Conselho Nacional de Pesquisas anuncia estar prestes a romper a barreira da velocidade da luz. Eles afirmam ter conseguido propagar microondas a uma velocidade 25 por cento superior à da luz e que isso pode provar a possibilidade teórica de transmitir informação mais rápido que a luz. Para confirmar essa possibilidade, o Sunday Times ouviu o doutor Guenter Nimtz, da Universidade de Colônia, na Alemanha, especialista no estudo dos campos. Ele diz concordar com as conclusões dos pesquisadores e que a informação realmente possa ser transportada em velocidades superiores à da luz.
            O experimento dos pesquisadores de Princeton é a mais recente e clara constatação de que o mundo físico não funciona de acordo com o que pensamos e sentimos, nem com as convenções da física newtoniana. A ciência moderna está começando a perceber que as partículas subatômicas aparentemente existem em pelo menos dois lugares ao mesmo tempo, sem fazer distinção entre espaço e tempo. Em resumo, estamos diante da possibilidade prática de conseguir explicações científicas sobre temas que até agora se limitavam ao terreno das filosofias, ficção ou religiões, como viagens no tempo, telepatia, universos paralelos, existência e imortalidade da alma e muitos outros.
            De imediato, as viagens espaciais são profundamente afetadas, pois uma tecnologia baseada em velocidades superiores à da luz permitiria viagens a distâncias imensas num transcorrer de tempo muito pequeno. Também estará aberta a possibilidade de criação de computadores com velocidades de transmissão de informações jamais imaginadas, os chamados computadores quânticos. Alguns experimentos realizados em separado pelo doutor Chiao, da Universidade da Califórnia, Berkeley, ilustram os resultados práticos obtidos em Princeton. Ele demonstrou que, em certas circunstâncias, os fótons (partículas de luz) podem pular entre dois pontos separados por uma barreira em um intervalo de tempo zero. Isto é, passam a existir em dois lugares ao mesmo tempo. É claro que as conclusões desses experimentos vão provocar violentos debates na comunidade científica. Isso é natural! Cansado de ver esses debates entre cientistas, certa vez o escritor Arthur Clarke comentou: "Primeiro eles dizem que não é nada disso; depois, eles dizem que é inviável na prática; por fim, brigam para provar quem descobriu primeiro."

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