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Médicos cubanos utilizam terapia com pirâmides

As pirâmides, pouco conhecidas no meio cientifico, são populares em Cuba, onde são usadas como remédio caseiro e estão sendo adotadas até por médicos e hospitais do Estado.
Arnoldo Cobo, um aposentado de 72 anos, vende há quatro décadas as figuras geométricas com fins medicinais. Cobo recebe centenas de interessados a cada ano e já verificou todo tipo de efeitos do uso da pirâmide: melhora de asmáticos, efeitos desinflamatórios e energizantes.
O tratamento tem duas restrições: não é aplicado a crianças e a mulheres grávidas. Uma pirâmide fabricada por ele e acompanhada de um manual custa 60 pesos cubanos, equivalente a pouco mais de US$ 2.
Maura Oliva, sua esposa, afirma que curou a enxaqueca. “Além disso, quando me dói o estômago ou tenho acidez, um pouco de água da pirâmide me cura”, conta ela. Os adeptos costumam colocar um copo de água debaixo da pirâmide, cujos lados devem ser iguais aos da base. A figura deve orientar-se entre o norte e o sul.
O médico Ulises Sosa Salinas, um ortopedista cubano, usa a terapia, com a qual afirma já ter tratado cinco mil pacientes. Salinas e seus colegas do Instituto Superior de Ciências Médicas de Camagüey tiveram que superar o ceticismo da população sobre as propriedades das pirâmides.
Os primeiros experimentos no sistema de saúde cubana ocorreram nos anos 80 e 90 com figuras de cartolina e alumínio, relatou o ortopedista. Em 1998, Salinas enfrentou seus colegas durante uma convenção de ortopedia: pegou o braço de uma doutora que sofria de inflamação em uma mão e aplicou a pirâmide fazendo com que o mal-estar passasse logo depois, segundo seus relatos.
No ano seguinte, o especialista escreveu um livro titulado Energia piramidal terapêutica: mito ou realidade? Ele afirmou “Quem nega as capacidades científicas dos antigos povoadores de nosso planeta está negando a história”.
No entanto, os críticos sustentam que esse tipo de prática só posterga o tratamento realmente eficaz das doenças e até põe em perigo a vida do paciente. Um artigo publicado na revista El Escéptico, assinado com o pseudônimo de Giordano Bruno Martí, explica que a “piramidoterapia” pode funcionar como qualquer outro placebo, uma substância inócua que produz no doente efeitos positivos através da auto-sugestão, aliviando a dor, ainda que não traga cura.
Para Martí, os tratamentos com pirâmide não podem impedir ou alterar a evolução de uma doença, mas, por razões psicológicas, fazem com que a enfermidade seja mais amena.
Quanto a estes comentários, Ulises Sosa Salinas rebateu: “Acredito que toda terapia que seja precedida de uma investigação exaustiva pode ser válida se confirmados seus resultados positivos”. Salinas lembrou que hoje são realizados centenas de estudos com substâncias naturais em busca de tratamentos para o câncer ou para a aids.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI159936-EI298,00.html

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